| Sexta-feira, Setembro 05, 2008 |
3:41 PM
Descaso, decepção e frustração
Essas três palavras resumem bem o que os fãs brasileiros tem enfrentado para comprar os ingressos para os shows que a Madonna fará no Brasil em dezembro.
A palhaçada toda já começou com a restrição de cartões: só seriam aceitos cartões Bradesco e American Express para compras feitas pela internet e call center. Se você não possui algum dos dois cartões e nem tem como pegar emprestado de alguém, que compre em dinheiro ingressos que custam entre R$ 160,00 e R$ 600,00. Lembrando da famosa taxa de (in)conveniência de 20% em cima do valor do ingresso para compras feitas via internet, call center ou nos pontos de venda. E taxa de entrega, já que mesmo que a pessoa vá retirar seus ingressos paga R$ 8,00 por isso, ou então taxas do Correios, que variam de acordo com o lugar onde o comprador mora e o tipo de serviço escolhido. E essas entregas só serão feitas a partir de 45 dias após a compra, ou seja, lá pro meio de outubro. Tudo isso já é muito abusivo por si só, comprovado em lei. Não existe essa taxa de conveniência, e caso exista, não poderia ser aplicada aos pontos de venda e somente com um valor fixo.
Mas no domingo foi o começo do fim: a partir da meia-noite foi aberta a venda para os shows do Rio de Janeiro via internet, às seis da manhã via call center e ao meia-dia foram abertas bilheterias oficiais e pontos de venda. O caos foi geral! Na manhã da segunda pouquíssimas pessoas haviam conseguido comprar ingresso via internet pois os servidores não suportaram a quantidade de acessos: o site travava, registrava informações erradas e todo o tipo de erro. O que eu mais li na internet foram depoimentos de pessoas que tiveram o valor debitado de seus cartões de crédito, às vezes até mais de uma vez, porém não receberam confirmação da Tickets For Fun (uma empresa criada especialmente para gerenciar a distribuição dos ingressos dos shows da América do Sul, que usa como base e é propriedade do sistema Ticket Master) de que a venda havia sido efetuada. Muitos reclamaram e foram atrás de solução sem sucesso, outros limitaram-se a sentirem-se felizes e comemorar pois tinham um ingresso “em mãos”. Mais tarde veio a notícia oficial de que se você não tinha confirmação, não tinha ingresso. Mas com certeza tinha um rombo na sua fatura do cartão de crédito e uma promessa de estorno do valor cobrado. Agora me diga se isso é solução para todos os problemas de um fã que no final das contas ficou sem ingresso?
Rola a notícia de que agora a empresa voltou atrás e garantirá os ingressos. Prevejo super lotação nos shows.
Call center: sempre ocupado, mudo ou a ligação caía.
Filas nas bilheterias: gigantescas e o resultado final foi muita gente saindo de lá sem nada. Porém isso obviamente era previsto.
Dia 3 de setembro, São Paulo: com o mesmo esquema de horários começa à meia noite a venda de ingressos para os shows de São Paulo, dias 18 e 20 de dezembro. Foram liberados outros cartões e a Ticktes For Fun anunciou que os problemas anteriormente enfrentados nas compras via internet estavam resolvidos, pois 25 servidores foram adicionados. Não preciso explicar qual foi o final da história né? Basta dizer que foi idêntica à do Rio.
Há algum tempo eu já havia decidido que não arriscaria uma compra via internet ou call center e que também não pagaria a abusiva taxa de conveniência, que sairia acima de R$ 50,00 para mim, visto que queria um bom ingresso.
Alguns devem saber como é a região onde fica o Credicard Hall: Marginal Pinheiros, uma calçada estreita, um lugar sem movimento de pedestres, longe de tudo e com um cheiro horrível por conta do rio. Mas é pra lá que eu fui e cheguei à 1 da manhã do dia 3. Uma menina que conheci pelo Orkut e que veio de Poços de Caldas, em Minas Gerais, chegou lá na segunda-feira e guardou lugar para mim na fila, na barraca nº 09. Minha senha era nº 63 e eu fiquei espantada com o número de fãs que já estavam lá. Às nove da manhã de ontem, com certeza passava dos 600.
Durante a madrugada foi tudo ótimo, tirando o frio e dormir na calçada, era até estranho estar ali entre pessoas que só falavam sobre a Madonna, suas músicas, suas turnês e sabiam cada detalhe de sua carreira tanto quanto eu. Tocou Madonna a noite toda e todo mundo sabia dançar e cantar. Muito animado mesmo, conheci muita gente! Por volta das seis da manhã o dia clareou e começamos a desmontar nosso acampamento para organizar a fila. Eis que surge o que seria nosso maior problema até ali: cambistas. Chegaram alguns e em pouco tempo já passava dos 50. Distribuímos novas senhas para quem já estava lá, fomos organizando os grupos de acordo com suas barracas. Contávamos com a iniciativa e boa vontade dos próprios fãs. É como o ‘líder’ de todos os grupos disse: cuide e respeite o grupo da frente que você será cuidado e respeitado pelo grupo de trás. Mas não funcionou e à medida que mais cambistas chegavam e se aglomeravam tentando se infiltrar nos nossos grupos, chamamos a polícia. E quem diria, não fizeram absolutamente nada! Deram um milhão de desculpas sem fundamento mas não tiraram nenhum cambista dali, não fizeram um cordão humano para garantir a nossa segurança ao entrar no lugar e o pior de tudo foi ver a cara de “você só pode estar de brincadeira” quando recorríamos à ele, por causa de um simples ingresso para o show da Madonna (isso aos olhos deles né?).
Os portões deveriam abrir ao meia dia, mas com tanta confusão e sem o mínimo de atitude da organização do evento, nem da polícia e a esta altura nem dos fãs, os portões foram abertos após uma tentativa de arrombamento dos cambistas. Nem me pergunte, pois a polícia também não fez nada nem quando isto aconteceu. Isso foi às dez da manhã: portões abertos. APENAS PARA CAMBISTAS! Eu não agüentei, comecei a chorar. Eu não queria acreditar no que estava vendo: os seguranças do Credicard Hall favorecendo cambistas que chegaram ali de manhã cedo, colocando na frente de fãs que chegaram a passar quatro dias na porta do local. Como assim? Até agora não consegui entender porque uma atividade que é contra a lei não foi impedida por policiais e como nossos direitos mais básicos não foram respeitados pela segurança. Minutos depois quando entramos no maior empurra-empurra. Lá estavam os cambistas na fila, comprando inúmeras entradas (o limite era de 6 por CPF) para a pista VIP do show. Posso contar nos dedos quantos de nós conseguimos estas mesmas entradas. Eu, que estava na quarta fileira, quando cheguei lá descobri que pista VIP, cadeiras e algumas arquibancadas já estavam esgotadas para os dois dias de show. Acabei por comprar ingresso para a pista mesmo, para dia 20 de dezembro.
Foi impossível não sentir aquela sensação horrível de impotência após tudo isso. Em um momento que eu deveria estar extremamente feliz, não deu. Não deu para achar normal a falta de respeito e desorganização da maior empresa do ramo de eventos do país. Que criou uma plataforma exclusiva para a venda, supostamente para favorecer os fãs. Sem contar as inúmeras falhas. E o descaso da polícia, que é o que me deixa mais decepcionada. Inacreditável que pessoas passaram dias ali simplesmente pegaram entradas comuns, e até mesmo péssimas. Que cambistas foram favorecidos!
E após muito frio, muito sol e muito stress digo que é claro que por um show dela, eu faria tudo outra vez. E que isso tudo valerá a pena daqui há um pouco mais de três meses. Mas que nunca mais quero passar por isso na minha vida, por nenhum outro artista. Porque é frustração demais!
ps.: hoje foi anunciado um show extra no Rio de Janeiro, para dia 15 de dezembro, porém sem mais informações.
Beijos!
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| Quinta-feira, Agosto 28, 2008 |
4:34 PM
Ainda tem alguém aqui?
Poucas vezes eu vim aqui postar sobre o meu dia-a-dia. Há um bom tempo que meu blog deixou de ter aquele estilo de diário, onde conto os detalhes dos meus dias, o que fiz, os lugares aonde fui. Prefiro escrever pensamentos, histórias, divagações. E tem também as pautas para a Capricho. Mas quando a pessoa some por tantos dias, o jeito é fazer meio que um resumão de tudo:
• Madonna vem para o Brasil! Já perdi as contas de há quantos anos venho sonhando com este dia. Já fiz mil e um planos e mudo de idéia a cada 10 minutos. Meu teclado vai ficar com o F5 afundado de tanto apertá-lo na comunidade dos fãs do Brasil e eu não me concentro na maioria das coisas que faço, pois meus pensamentos sempre retornam para o mesmo ponto: como comprar o ingresso? Como garanti-lo? E a empresa que está trazendo a turnê para cá não tem facilitado em nada a vida dos fãs. Minha ansiedade aumenta a cada dia e lá vou eu passar a madrugada na porta do Credicard Hall na semana que vem, encontrar com gente que conheci no Orkut e tudo mais. Acho melhor parar de explicar por aqui, senão uma coisa vai ligar à outra, e eu não vou parar nunca hehehe. De fã e de locuo todo mundo tem um pouco. Neste caso, eu tenho bastante e dos dois!
• Saiu o manual do vestibular: lista de filmes, livros e tudo o que eu preciso estudar, incluindo 56 tópicos de história geral para meras 5 questões na prova. Minha cabeça gira e sempre para no mês de dezembro, nos dias 14 e 18. Neste último, duplamente! Estou ficando seriamente perturbada. Ok, essa última parte é mentira.
• Domingo tem ENEM. Eca!
• Vamos as pautas do Tudo de Blog pois minha vida resume-se a estudar e planejar o show da Madonna e isso está começando a ficar chato.
Caixa de entrada (14)
"Recebo um número de e-mails até que alto diariamente. E engana-se quem pensa que são todos e-mails pessoais, com gente querendo falar comigo. Dois ou três encaixam-se nessa categoria, já que o restante geralmente são de lojas online com todo o tipo de promoção: frete grátis, descontos, compre um e leve outro. Para a maioria das pessoas são e-mails incômodos que terão o destino da lixeira ao primeiro clique. Mas quem disse que eu resisto aos mesmos? Simplesmente adoro ficar fuçando as promoções, comparando preços e vendo quais são as últimas novidades de CD’s, DVD’s e livros. E sempre gasto um bom dinheiro nisso, às vezes até mais do que deveria. Mesmo achando alguns preços abusivos. Ainda insisto em comprar DVD’s originais e acho que nada substitui o prazer de ler um livro em minhas mãos, torço o nariz para e-books.
Mas tenho consciência de que nem todo mundo tem condições financeiras para isso: gastar quase R$ 50,00 em um DVD ou até mais do que R$ 100,00 para ter a temporada da sua série favorita. Eu mesma me pego pensando nas outras coisas que faria com o dinheiro gasto neste tipo de coisa. Sem contar no quanto é atraente a oferta de downloads que temos na internet, a variedade e a rapidez com que aparecem. Por isso não condeno quem utiliza destes meios, até porque eu mesma baixo filmes na internet quando acho que não vale a pena comprar ou está difícil de conseguir na locadora. E não me lembro quando foi a última vez que comprei um CD original.
Todos dizem que a indústria do entretenimento entrou em colapso há alguns anos. Mas se eles não fazem nada além de colocar preços injustificáveis, o que nós consumidores podemos fazer além de dar o nosso famoso “jeitinho brasileiro?”.
Texto para o Tudo de Blog .
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| Domingo, Agosto 10, 2008 |
12:37 PM
Enquanto passamos apressados pelas ruas da cidade
Hoje tomei coragem (diga-se vergonha na cara) e fui assistir um dos filmes pedidos no vestibular. O tempo corre e lá se vão quatro meses que já divulgaram a lista de livros e filmes e eu nada fiz até agora. E durante os próximos quatro meses é que terei que me virar para estas e muitas outras coisas ao mesmo tempo. Mas isso ainda é assunto para um outro dia.
O fato é que assisti Ônibus 174. Ainda meio naquele de “lá vem um filme politicamente correto criticando o governo, ora defendo, ora acusando a polícia e dando enfoque na guerra polícia x criminalidade no Rio de Janeiro”. Achei mesmo que não iria muito além disso, que iriam apenas fazer um breve documentário sobre o que aconteceu naquele dia. Quando o crime aconteceu, em 2000, eu tinha apenas 9 anos mas ainda me lembro das imagens na televisão. E de modo geral até pouco tempo atrás era disso que eu sabia: um rapaz seqüestra um ônibus no Rio de Janeiro e durante horas o mesmo é exibido na televisão, sendo acompanhado por todo o país em um verdadeiro reality show. E no final uma inocente acabou sendo baleada e morta. Na verdade, essa é a parte que a maioria de nós conhece e eu me surpreendi e gostei muito do filme, por mostrar o que vem por trás disso. Tira um pouco daquele pensamento de que bandido tem mais é que morrer mesmo e dane-se todo o resto. Claro que o bandido em questão, Sandro do Nascimento, não é nenhum inocente que não merecia penitência alguma pelo o que fez. E nem estou aqui para defender crime ou bandidos. Mas é interessante ver o que encontra-se por trás dos delitos cometidos por ele e por outras tantas pessoas envolvidas com crimes e drogas.
A mãe dele foi esfaqueada na frente dele dentro do bar que ela mantinha, quando ele tinha apenas 6 anos de idade e a mãe estava grávida. O pai ele nunca conheceu. Depois de viver algum tempo com a tia desapareceu e foi viver nas ruas, fazendo parte de um grupo aqui e outro ali e vivenciando inclusive o caso na igreja da Candelária. Viu outras pessoas que para nós eram bandidos, mas que para ele eram amigos e até mesmo uma família, sendo mortos por policiais. Ele tem toda uma parcela de culpa mas também viveu todo o tipo de dificuldade que sabemos (em parte) que meninos de rua enfrentam para sobreviver. E é neste ponto que o filme concentra-se em certo momento: em mostrar aquilo que fingimos não ver. Me peguei pensando na quantidade de crianças e adolescentes que vivem na mesma situação atualmente. E na quantidade deles que passarão toda a sua (breve) vida conhecendo apenas esta realidade: a de ignorados, a de renegados pela sociedade. A sensação de ser como um vírus contagioso para outros seres humanos. O sentimento de revolta, ação e a reação: nossa indiferença que rebate contra nós mesmos por meio da revolta destes mesmos meninos e meninas ignorados. Eu quase sou capaz de entender o grito de desespero desse seqüestrador, a necessidade de sair dessa situação claustrofóbica. De pelo menos uma vez na vida sentir-se o dono da situação, aquele que de fato dá as regras e faz acontecer. A necessidade de exibir que tem algum poder sobre a sociedade, ainda que expresso de uma forma completamente errada.
Claro que não estou dizendo que ele foi correto em fazer o que fez ou que sou capaz de entender o pobre coração do bandido, oh! Ou para alguém aqui ir lá e abrigar um deles dentro de sua própria casa ou oferecer ajuda quando eu mesma tenho receio de fazê-lo ou propor uma solução eficaz. Apenas senti a necessidade de lembrar às outras pessoas essa realidade. Porque ver, todos nós vemos, todos os dias. Apenas fingimos que é normal. Ou então perdemos foi a capacidade de nos surpreender com cada nova notícia que surge, com cada novo fracasso social que aparece.
E agora falando do blog: layout novo de novo! Demorei muito tempo pra fazer um layout com a Madonna, fiz em agosto do ano passado, coloquei no ar apenas um ano depois disso e foi questão de dias até que eu enjoasse daquela blend gigante por aqui. Mas não se preocupem, pois um dia Madonna volta. Esta nova versão foi feita por uma grande amiga e eu estou achando tudo lindo! =)
Ficou simples mas muito bonito, do jeitinho que eu queria. Obrigada Mi ♥
Ah, e pra quem não reparou: os links foram atualizados há algum tempo já e eu voltei a utilizar arquivos.
Beijos
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| Quinta-feira, Agosto 07, 2008 |
8:23 AM
A mulher capacho, o retorno
"Eu já até perdi as contas de quantos conselhos me deram. Iam desde o clássico "ele não te merece" até aqueles duros e realistas que servem para abrir os olhos, nem que seja por um momento. Perdi as contas de quantas vezes brigamos e nos reconciliamos, das vezes que sofri por o que hoje vejo ser pura besteira, das tardes resumidas à choro, telefone e chocolate. Fui insistindo e levando a vida com uma única função: eu teria a pessoa que amava junto à mim. Tudo girava em torno disso e apenas ganhava sentido se este único aspecto da minha vida estivesse funcionando, do contrário, seria o fim. Mas apesar de tudo e de todas as voltas que a vida dá continuava no mesmo ponto anterior: eu gostava dele, de verdade. Era verdadeiro e eu jurava que por parte dele também fosse, apesar de uma vez ter até mesmo escutado o contrário, vindo da boca dele.
E foi durante uma parte desse tempo grande que passou, conheci outra pessoa. Ok, essa é a parte em que você que está lendo imagina que eu me apaixonei, descobri o que era amor de verdade, fui correspondida e finalmente enxerguei o quanto fui burra antes de tudo isso. E viveram felizes para sempre. Agora sinto lhe informar que nenhum destes fatos seja verdadeiro e tudo se resume nisso: pela primeira vez eu estava do outro lado da história. O lado de quem não importa o que aconteça, ainda pensará em outra pessoa ainda que não queria. O lado de quem larga o cara que gosta de você de verdade e consegue sofrer com isso, pois via verdade naquilo. O lado de alguém que tinha tudo o que sempre desejou de outra pessoa mas inacreditavelmente recusou e hoje não se arrepende pois ainda assim conseguiu aprender algo imensamente clichê mas que só temos dimensão quando acontece com a gente: no coração ninguém manda. E que não adiantaria eu insistir tantas vezes naquele erro anterior pois os fatos não se alterariam, ele não se apaixonaria por mim do dia para a noite pelo simples fato de eu querer muito isso. Foi quando aprendi a me respeitar um pouco mais, sem machucar à mim e outras pessoas também."
Liberdade das pequenas coisas
"Outro dia estava falando com uma amiga sobre a liberdade que sinto ao andar de metrô. Aquele coisa meio cena de filme mesmo: você, sua trilha sonora que está tocando no iPod mas que você gosta de imaginar que todos podem ouvir e curtir tanto quanto você, algumas pessoas que parecem se mexer em câmera lenta.
Ou então quando estou sozinha no meu quarto, ligo o som no máximo com aquela música alegre e danço e canto como se não houvesse mais nada para se preocupar na vida. Andar de bicicleta com o cabelo ao vento. Andar num dia frio observando as coisas e as pessoas e o que elas fazem enquanto eu as observo. Risos descontrolados, poder escolher entre uma coisa e outra.
Pode parecer besta, mas eu nunca fui do tipo que briga e faz escândalo porque não pode sair ou porque não pode voltar tão tarde quanto gostaria. Ou porque não pode beber ou que se sente feliz pela oportunidade de fumar um cigarro aqui ou ali sem a supervisão e as broncas de ninguém. Tenho outras formas de me sentir livre: é uma liberdade de espírito e não social."
Textos para o Tudo de Blog .
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