Ana Carolina. Carol. Cah. 17 anos. 02/03. 3º ano. São Paulo. Pensamentos em excesso. Constantes devaneios. Imaginação fértil. Mania de ler coisas enquanto come, principalmente rótulos. Mania de organização. Anota tudo. Faz listas de tudo também. Se apega fácil. Filha única. Estagiária. Se considera autêntica, sociável, sincera, irônica, segura, egocêntrica, masoquista emocional. Descarta tudo aquilo que não a faz feliz. filmes, livros, música, seriados americanos, escrever, cosméticos, acessórios, pôr-do-sol, dias cinzentos, dias chuvosos, trânsito na chuva, inverno, rosas vermelhas, fotografias, plástico bolha. Madonna, The O.C., Moulin Rouge, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, The Sims 2. exatas, praia, sol em excesso, funk, educação física, que mexam em seu cabelo, batom, alguém atrás dela no pc, preencher gabaritos. Robbie Williams your only spouse. Custando $ 1,679,852.00.
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Blogando desde 2003. Neste, desde fevereiro/2007. Já foi Blog da Ana Carol e Carol's Life. Ex-blogger, ex - Shine-Drop, ex - Un Written, ex - Unsettled-Thoughts e agora de volta ao Blogger. Serendipity: ato de encontrar algo valioso quando você não o está¡ procurando. Para os que acreditam no destino e no amor 'quando o amor é mágico se chama destino, quando o destino lhe dá uma segunda chance se chama Serendipity'.
11ª versão - Little Things. Layout feito pela Mila
IE + 800x600 + Photoshop CS + Front Page. Pessimamente visualizado no Firefox.

Leio:

Insights Da Du Surf
Nat
Pink Lipstick

Bunny Hug
Aline
Caos Criativo
Reformatório
Drop Of Madness
Endless Love
Subversiva
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De Férias Neste Planeta
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Domingo, Agosto 10, 2008
12:37 PM

Enquanto passamos apressados pelas ruas da cidade

Hoje tomei coragem (diga-se vergonha na cara) e fui assistir um dos filmes pedidos no vestibular. O tempo corre e lá se vão quatro meses que já divulgaram a lista de livros e filmes e eu nada fiz até agora. E durante os próximos quatro meses é que terei que me virar para estas e muitas outras coisas ao mesmo tempo. Mas isso ainda é assunto para um outro dia.
O fato é que assisti Ônibus 174. Ainda meio naquele de “lá vem um filme politicamente correto criticando o governo, ora defendo, ora acusando a polícia e dando enfoque na guerra polícia x criminalidade no Rio de Janeiro”. Achei mesmo que não iria muito além disso, que iriam apenas fazer um breve documentário sobre o que aconteceu naquele dia. Quando o crime aconteceu, em 2000, eu tinha apenas 9 anos mas ainda me lembro das imagens na televisão. E de modo geral até pouco tempo atrás era disso que eu sabia: um rapaz seqüestra um ônibus no Rio de Janeiro e durante horas o mesmo é exibido na televisão, sendo acompanhado por todo o país em um verdadeiro reality show. E no final uma inocente acabou sendo baleada e morta. Na verdade, essa é a parte que a maioria de nós conhece e eu me surpreendi e gostei muito do filme, por mostrar o que vem por trás disso. Tira um pouco daquele pensamento de que bandido tem mais é que morrer mesmo e dane-se todo o resto. Claro que o bandido em questão, Sandro do Nascimento, não é nenhum inocente que não merecia penitência alguma pelo o que fez. E nem estou aqui para defender crime ou bandidos. Mas é interessante ver o que encontra-se por trás dos delitos cometidos por ele e por outras tantas pessoas envolvidas com crimes e drogas.
A mãe dele foi esfaqueada na frente dele dentro do bar que ela mantinha, quando ele tinha apenas 6 anos de idade e a mãe estava grávida. O pai ele nunca conheceu. Depois de viver algum tempo com a tia desapareceu e foi viver nas ruas, fazendo parte de um grupo aqui e outro ali e vivenciando inclusive o caso na igreja da Candelária. Viu outras pessoas que para nós eram bandidos, mas que para ele eram amigos e até mesmo uma família, sendo mortos por policiais. Ele tem toda uma parcela de culpa mas também viveu todo o tipo de dificuldade que sabemos (em parte) que meninos de rua enfrentam para sobreviver. E é neste ponto que o filme concentra-se em certo momento: em mostrar aquilo que fingimos não ver. Me peguei pensando na quantidade de crianças e adolescentes que vivem na mesma situação atualmente. E na quantidade deles que passarão toda a sua (breve) vida conhecendo apenas esta realidade: a de ignorados, a de renegados pela sociedade. A sensação de ser como um vírus contagioso para outros seres humanos. O sentimento de revolta, ação e a reação: nossa indiferença que rebate contra nós mesmos por meio da revolta destes mesmos meninos e meninas ignorados. Eu quase sou capaz de entender o grito de desespero desse seqüestrador, a necessidade de sair dessa situação claustrofóbica. De pelo menos uma vez na vida sentir-se o dono da situação, aquele que de fato dá as regras e faz acontecer. A necessidade de exibir que tem algum poder sobre a sociedade, ainda que expresso de uma forma completamente errada.
Claro que não estou dizendo que ele foi correto em fazer o que fez ou que sou capaz de entender o pobre coração do bandido, oh! Ou para alguém aqui ir lá e abrigar um deles dentro de sua própria casa ou oferecer ajuda quando eu mesma tenho receio de fazê-lo ou propor uma solução eficaz. Apenas senti a necessidade de lembrar às outras pessoas essa realidade. Porque ver, todos nós vemos, todos os dias. Apenas fingimos que é normal. Ou então perdemos foi a capacidade de nos surpreender com cada nova notícia que surge, com cada novo fracasso social que aparece.

E agora falando do blog: layout novo de novo! Demorei muito tempo pra fazer um layout com a Madonna, fiz em agosto do ano passado, coloquei no ar apenas um ano depois disso e foi questão de dias até que eu enjoasse daquela blend gigante por aqui. Mas não se preocupem, pois um dia Madonna volta. Esta nova versão foi feita por uma grande amiga e eu estou achando tudo lindo! =)
Ficou simples mas muito bonito, do jeitinho que eu queria. Obrigada Mi ♥
Ah, e pra quem não reparou: os links foram atualizados há algum tempo já e eu voltei a utilizar arquivos.

Beijos




Quinta-feira, Agosto 07, 2008
8:23 AM

A mulher capacho, o retorno

"Eu já até perdi as contas de quantos conselhos me deram. Iam desde o clássico "ele não te merece" até aqueles duros e realistas que servem para abrir os olhos, nem que seja por um momento. Perdi as contas de quantas vezes brigamos e nos reconciliamos, das vezes que sofri por o que hoje vejo ser pura besteira, das tardes resumidas à choro, telefone e chocolate. Fui insistindo e levando a vida com uma única função: eu teria a pessoa que amava junto à mim. Tudo girava em torno disso e apenas ganhava sentido se este único aspecto da minha vida estivesse funcionando, do contrário, seria o fim. Mas apesar de tudo e de todas as voltas que a vida dá continuava no mesmo ponto anterior: eu gostava dele, de verdade. Era verdadeiro e eu jurava que por parte dele também fosse, apesar de uma vez ter até mesmo escutado o contrário, vindo da boca dele.
E foi durante uma parte desse tempo grande que passou, conheci outra pessoa. Ok, essa é a parte em que você que está lendo imagina que eu me apaixonei, descobri o que era amor de verdade, fui correspondida e finalmente enxerguei o quanto fui burra antes de tudo isso. E viveram felizes para sempre. Agora sinto lhe informar que nenhum destes fatos seja verdadeiro e tudo se resume nisso: pela primeira vez eu estava do outro lado da história. O lado de quem não importa o que aconteça, ainda pensará em outra pessoa ainda que não queria. O lado de quem larga o cara que gosta de você de verdade e consegue sofrer com isso, pois via verdade naquilo. O lado de alguém que tinha tudo o que sempre desejou de outra pessoa mas inacreditavelmente recusou e hoje não se arrepende pois ainda assim conseguiu aprender algo imensamente clichê mas que só temos dimensão quando acontece com a gente: no coração ninguém manda. E que não adiantaria eu insistir tantas vezes naquele erro anterior pois os fatos não se alterariam, ele não se apaixonaria por mim do dia para a noite pelo simples fato de eu querer muito isso. Foi quando aprendi a me respeitar um pouco mais, sem machucar à mim e outras pessoas também."

Liberdade das pequenas coisas

"Outro dia estava falando com uma amiga sobre a liberdade que sinto ao andar de metrô. Aquele coisa meio cena de filme mesmo: você, sua trilha sonora que está tocando no iPod mas que você gosta de imaginar que todos podem ouvir e curtir tanto quanto você, algumas pessoas que parecem se mexer em câmera lenta.
Ou então quando estou sozinha no meu quarto, ligo o som no máximo com aquela música alegre e danço e canto como se não houvesse mais nada para se preocupar na vida. Andar de bicicleta com o cabelo ao vento. Andar num dia frio observando as coisas e as pessoas e o que elas fazem enquanto eu as observo. Risos descontrolados, poder escolher entre uma coisa e outra.
Pode parecer besta, mas eu nunca fui do tipo que briga e faz escândalo porque não pode sair ou porque não pode voltar tão tarde quanto gostaria. Ou porque não pode beber ou que se sente feliz pela oportunidade de fumar um cigarro aqui ou ali sem a supervisão e as broncas de ninguém. Tenho outras formas de me sentir livre: é uma liberdade de espírito e não social."

Textos para o Tudo de Blog .




Quinta-feira, Julho 31, 2008
10:55 PM

Meme das 3 coisas

Três coisas que me assustam:
01: Me distanciar das pessoas que amo,incluindo morte.
02: O modo como eu irei morrer.
03: Não realizar todos os meus sonhos.

Três coisas que eu estou sentindo agora:
01: Vontade de continuar lendo A Menina Que Roubava Livros.
02: Terminar logo isso aqui e atualizar o blog.
03: Irritação com esse meu nariz pós-gripe.

Três coisas que tenho ouvido no meu telefone:
01: “Alô? Bom dia, eu gostaria de falar com a Luciana”. Muitas vezes tenho que puxar as ligações do telefone da menina que trabalha junto comigo, isso quando não ligam por engano no meu ramal. Assim, escuto isso o dia todo.
02: “Oi, é a Ana Carolina?”.
03: “Você já está chegando?”

Três coisas que eu odeio:
01: Rotina.
02: Dias não proveitosos. Prefiro aquele dia em que chego em casa morta de cansaço mas em posso contar as inúmeras coisas úteis que fiz do que aquele dia sem tanto cansaço, sem muito sono mas em que não fiz nada além de ficar na internet e comer besteiras.
03: Pessoas que criticam e julgam aquilo que não conhecem. E ainda por cima não sabem respeitar quem tem uma opinião contrária.

Três coisas que eu não entendo:
01: Física.
02: Assassinos.
03: Quem maltrata animais.

Três nomes:
01: Verônica. Gosto de nomes fortes e este em particular é lindo. E provavelmente será o nome da minha filha.
02: Ana Carolina. Não tem muito o que explicar né? Se quando criança nunca gostei do meu nome, hoje eu adoro! Ele é normal sem ser super comum desses que dá pra encontrar em absolutamente todos os lugares.
03: Madonna. E antes que alguém venha dizer besteira, explico: já disse que gosto de nomes fortes certo? E como se já não bastasse ser forte por si só, tem todo um impacto que ele causa, o significado que carrega.

Três coisas em cima da minha mesa:
01: Presilha.
02: Brincos usados hoje.
03: Um pote de hidratante de chá verde.

Três coisas que eu estou fazendo agora:
01: Mexendo na boca, como sempre!
02: Ouvindo Warwick Avenue, da Duffy.
03: Cheirando o próprio cabelo recém-lavado e cheiroso hehehe.

Três coisas que eu quero fazer antes de morrer:
01: Conhecer Paris.
02: Passar um Natal em Nova York.
03: Casar e ter uma filha.

Três coisas que eu sei fazer:
01: Fazer as pessoas rirem.
02: Aquelas estrelinhas de papel colorido super fofas! =)
03: Convencer pessoas.

Três coisas que eu não consigo fazer:
01: Cálculos de física sem a ajuda de alguém.
02: Ver algo acontecer e não fazer nada para ajudar.
03: Me adiantar para compromissos.

Três maneiras de descrever minha personalidade:
01: Irônica.
02: Sentimental.
03: Ácida.

Três filmes que você deveria assistir:
01: Moulin Rouge – Amor em Vermelho.
02: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
03: De Repente 30.

Três filmes que você NÃO deveria perder seu tempo assistindo:
01: A Lente do Amor.
02: Evita.
03: Qualquer filme que tenha zumbis.

Três comidas favoritas:
01: Lasanha.
02: Big Mac.
03: Chocolate.

Três coisas que eu gostaria de aprender:
01: Falar francês.
02: Tocar um instrumento.
03: Alguma dança como tango, dança flamenca, etc.

Três coisas que eu bebo regularmente:
01: Água.
02: Café.
03: Leite com Toddy.

Três programas de TV que eu assistia quando era pequena:
01: Uma fita-cassete com gravações do Xou da Xuxa.
02: Alice no País das Maravilhas.
03: Castelo Rá-Tim-Bum

Três programas de TV que não perco por nada:
01: Grey’s Anatomy.
02: Toma Lá Dá Cá.
03: Gossip Girl.

Três lugares:
01: Meu quarto.
02: Shopping ABC, em Santo André.
03: A casa da minha amiga Emily!

Três pessoas:
01: Eu
02: Minha mãe.
03: Alguns amigos.

Três coisas que faço todo dia:
01: Ficar indecisa e pensando que roupa usar.
02: Penso em como preciso emagrecer e manter meu regime dessa vez.
03: Leio: livro, revista, qualquer coisa.

Três coisas que fiz hoje:
01: Ri muito: voltando do trabalho com uma amiga de lá, durante o expediente, ao telefone, via email!
02: Quebrei o regime.
03: Passei irritação no trabalho.

Três coisas na gaveta:
01: Livro.
02: Maquiagem.
03: Papéis, muitos papéis!

Três datas importantes:
01: Meu aniversário, dã.
02: Setembro/2004.
03: Dezembro/2008.

Três anos importantes na minha vida:
01: 2004.
02: 2008.
03: 2002.

Três coisas que me fazem chorar:
01: Outras pessoas chorando.
02: Filmes românticos.
03: Pessoas demonstrando o quanto gostam de mim (e até de outras pessoas!)

Três coisas que desejo pra você:
01: Sonhos realizados.
02: Boas lembranças daqui há vários anos.
03: E que nessa mesma proporção de tempo veja que tudo valeu a pena.

A pessoa some por duas semanas e ainda por cima volta com um meme? Ahahaha! Pois é gente, pois é. Falta de tempo aliada à falta de criatividade sobre o quê escrever dá nisso. Mas volto na semana que vem para o Tudo de Blog.
Beijos!




Sexta-feira, Julho 18, 2008
9:08 PM

Entre todos os amores e amigos

E logo eu, que já sofro por antecipação, ganho motivos de sobra para que assim seja pelos próximos meses. Já sinto saudades, já sofro por tristeza, já choro com lembranças.
E vem aquele desejo de que o tempo, que antes parecia tão longo, agora passe nitidamente devagar. Que eu possa ver cada minuto do relógio passar como um acúmulo de algo algo bom e não como um pedaço de mim que vai embora. Que eu possa curtir cada momento não exatamente como se fosse o último, mas sim aquele que se acumulará à tantos outros infinitamente bons.
O que dizer sobre meus amigos? Quantos deles vieram e se foram. Alguns me deram o prazer da volta, outros não e confesso que talvez prefiro assim. De quantos eu me afastei nesses últimos meses, ficando com um vazio enorme? Perdendo não somente o contato, mas também perdendo o chão. Perdendo as doses diárias de tudo aquilo que eu tanto prezava. Mas de repente, ganhei outros amigos de presente. Perdi alguns, insubstituíveis em si, mas ganhei outros numa dessas recompensas mágicas que o destino nos traz. Acredito que seja indiscutível a participação dele nisso tudo: no encontro, no não acreditar, no querer desistir e não o fazer, no seguir os próprios instintos, no arriscar mostrar os sentimentos sem medo da retribuição que por acaso viria. Em viver de extremos, de viver cada coisa no máximo de suas possibilidades. Esgotar todas elas.
Por isso é importante lembrar, dois dias antes do Dia do Amigo, o quanto a vida me presenteou com novos amigos e o quanto representam. Em especial dois novos anjos perto de mim. Que na velocidade em que me afastei de alguns, outros vieram preencher um espaço vazio. O que mais eu poderia pedir senão duas pessoas tão especiais quanto elas? O que mais eu poderia querer além de todo o apoio, o incentivo, a alegria que me trazem com apenas um sorriso? E toda a felicidade multiplicada?
Amizade é algo inexplicável. Ultrapassa toda e qualquer explicação verbal ou escrita, contempla viver e sentir. Bobeira minha esforçar-me para tentar chegar à algum ponto concreto em relação à um sentimento tão abstrato em toda a sua forma. Mas ... sentir! Sentir o choro de felicidade, tão constante. Sentir a alegria desmedida, a euforia da última novidade, o coração bater forte pelo mesmo motivo. Ver a própria alegria refletida em outras pessoas. Daquelas coisas que não tem preço.
Lembrei-me de um texto à respeito de que somos como árvores e amigos como folhas que vem e vão em nossas vidas, deixando um pouco de si e levando um pouco de nós. E assim como carrego uma porção de coisas boas dessas duas já tão essenciais em minha vida deixo aqui o registro de que com certeza levarão um pedaço enorme de mim. E que não levem a mal, mas sinto dizer que quando o dia chegar, esse pedaço será inevitavelmente arrancado de mim. Pois como já ouvi dizer em algum lugar: a vontade era colocar vocês duas num potinho, fazer de chaveirinho. E carregar comigo para sempre, assim como já desejei tantas coisas, tantas vezes, em meus devaneios. Mas como não é possível, carrego-as no coração.
Responsáveis por essa alegria inacreditável, incontrolável, absurda, permanente e que contagia!
Amo vocês! ♥

E logo hoje me pedem para escrever sobre amizade! Seria para o Tudo de Blog e sei que havia um prazo, um limite no tamanho do texto, uma imagem. Mas deixa pra lá, o importante já foi dito e me satisfaço apenas com isto ;)
Um beijo enorme para todos os meus amigos!

Ah, e meu texto sobre a bolsa com mais espaço foi publicado na edição 1049 da Capricho com a Vanessa Hudgens na capa!




Quarta-feira, Julho 09, 2008
7:18 PM

Ato (Ir)responsável

"Depende de quem vê. A idéia de uma máquina de camisinhas nas escolas pode até assustar de imediato. Mas ninguém está falando de colocá-la no corredor da quarta série. Ninguém está falando que os alunos passarão por ela, pegarão 5 unidades, usarão em questão de dias e voltarão lá pra pegar mais assim que possível. Na parte de cima da máquina não virá um chamativo letreiro néon escrito “peguem suas camisinhas!”
Esta idéia fala de prevenção, de sexo seguro. De meninas que deixarão de engravidar por descuido, sem colocar o tema “condição financeira” em pauta ou não, deixando o “cada um com seus problemas” pra lá. O projeto fala de acesso ao método anticoncepcional mais simplificado de todos, fora todas as doenças que ele evita.
Todos sabemos que ninguém deixa de ir pra balada porque não tem uma camisinha na carteira. Que a maioria das pessoas ainda não resiste aos amassos e suas conseqüências porque esqueceu de comprar camisinha e isto é um fato comprovado após nove meses e alguma doença grave que poderá aparecer depois. Por isso não creio que diversos tipos de conscientização e uma máquina de camisinhas num lugar acessível seja um incentivo ao sexo entre adolescentes, já que muitos deles (ainda) não deixam de fazer aquilo que querem pela falta dela."


Beber, cair, levantar ...


"Já ouvi de algumas pessoas que a minha geração é a geração do álcool. E o pior de tudo: tem justificativa. Se há anos atrás o legal era fumar para impressionar, hoje isso já nem tem mais tanta graça assim e quem o faz, dificilmente consegue se exibir durante muito tempo. O legal mesmo parece beber. Mas não digo o beber socialmente, o beber para para relaxar durante um papo com os amigos. Mas o beber para mais tarde dizer: “já bebi deste, deste, daquele outro” ou “ah, essa é fraca pra embebedar tem que ser daquela ali!”. O legal é ficar bêbado, ou o que acho ainda mais deprimente: fingir-se de bêbado. E depois contar histórias, colocar as fotos no Orkut e mostrar “olha, eu bebo meeesmo!”. Mas enquanto ficar na diversão e exibicionismo particular eu até entendo. O problema começa quando envolve outras pessoas, que muitas vezes pagam um preço caro pela burrada alheia. E é por isso que surgem coisas como a Lei Seca, que apesar de antiquada à primeira vista não deixa de ser uma medida possível. Daquelas coisas chatas mas que ainda precisam ser respeitadas por um motivo maior do que a diversão que a bebida envolve."

Textos para o Tudo de Blog .




Sábado, Junho 28, 2008
6:33 PM

Você percebe que não é seu dia quando:

a) São 8:15h da manhã e você está chegando à empresa na maior pressa. A cara de sono, a falta de maquiagem e o cabelo meio bagunçado ainda persistem. E o fato de ter esquecido as lentes de contato em casa (e ser uma teimosa que insiste em não usar óculos) é apenas mais um agravante, junto com as suas botas novas, as quais você ainda não se habituou com o salto. E de repente, cai. Torce o pé e cai. De quatro, no carpete, na frente de outras duas funcionárias da empresa que se acabam de tanto rir da sua cara em meio à perguntas de “machucou?” e “como você caiu?”. E você não consegue responder de tanto rir de si mesma, junto com as outras. E o ocorrido vira assunto entre várias outras pessoas, rende várias outras piadas, e pior, você é obrigada a achar graça. São de fato engraçadas e não é preciso pensar muito para chegar à duas singelas conclusões: 1 – no lugar delas você estaria exercendo o ápice de seu humor negro e fazendo piadas ainda piores. 2 – qual situação te classifica melhor como idiota: cair como caiu ou ainda por cima achar graça da situação toda?

b) Não muito depois do acontecimento anterior você está descendo as escadas completamente distraída, ainda pensando em sua própria queda e suas conseqüências para sua vida social-corporativa. E dá de cara com um dos vendedores da empresa, não só assusta à si mesma como também ao pobre homem e quase rola as escadas, não fosse o corrimão.

c) Durante o horário de almoço, você e uma colega de trabalho resolvem ir ao supermercado comprar sabe-se lá o quê. O fato é que vão, as duas alegremente pela rua: delicadas e discretas como só vocês duas sabem ser e conversando alegremente. O assunto? Aha, adivinha! Só não lanço uma “quem adivinhar ganha um prêmio” porque isto implicaria em problemas financeiros à minha pessoa, tamanha seria a quantidade de prêmios distribuídos.
Você acertou, amiguinho, e sem direito à prêmios: o assunto era meu tombo.
Chegam à avenida principal, observam o sinal aberto para pedestres e você é a primeira a avançar ao outro lado da rua. Mas pára tudo, pára tudo, pára T-U-D-O! Sua amiga dá um berro de “olha a bicicleeeeta!” e ao mesmo tempo o moleque da bicicleta grita também, afim de zoar com a cara das duas, enquanto faz “zigue-zague” com seu veículo na sua frente divertindo-se. E ainda ao mesmo tempo, você se assusta, agarra sua amiga pela braço, jogam-se na calçada: uma apavorada e rindo, a outra apenas rindo como só poderia ser. Respira, conta até dez e lá vamos nós! No melhor estilo da bruxa testando as vassouras no desenho do Pica-Pau e é quando faz uma pequena observação: todos os presentes estão rindo: motoristas e motoqueiros parados no semáforo. E eis que sua amiga repara numa peculiaridade indesejável: no carro da frente, acabando-se em risos, estão: um outro vendedor da empresa (não é o mesmo que você quase atropela na escada) e seu futuro-mais-novo-chefe.
Resultado: mais piadas, mais comentários.
Vocês quase foram atropeladas por uma bicicleta! Acidente de trabalho.

d) Todas as alternativas anteriores.

Se esta fosse uma pergunta do ENEM ou de qualquer vestibular eu escolheria a opção “D”. Por experiência própria ;)

Mas vamo que vamo, pois quem escreve seus males espanta (ok, essa foi péssiiiima!)

Seus problemas acabaram!

Bolsa de mulher é uma coisa assustadora. Todo homem concordaria completamente com esta afirmação e até mesmo algumas de nós. Lá dentro cabe tudo: livro, revista, agenda, espelho, batom, gloss, lápis, sombra, rímel, base, escova de dentes, escova de cabelo, creme dental, creme hidratante, creme de cabelo, protetor solar, presilhas, sombrinha, absorvente, celular, carregador, MP3, câmera digital, blusa, carteira, porta-níquel, brincos reserva, doces, chaves, remedinhos de emergência, papéis, canetas. E algo mais quando necessário. Para eles é muito, para nós é muito pouco. É o básico e bolsa nenhuma traz espaço suficiente em seu interior.
Lembro de quando estava lendo um dos livros do Harry Potter, onde a barraca de acampamento deles era descrita. Por fora uma barraca normal, por dentro uma verdadeira casa com tudo dentro. E pensei: por que com bolsas não poderia ser assim não é mesmo? Sem encantamento nenhum, apenas tecnologia. Mulher nenhuma teria problemas com falta de espaço, com o problema de esvaziar a bolsa para ver o que fica e o que sai quando carregar pouco peso é a única opção. Caberia desde a maquiagem diária até uma troca de roupa naqueles dias em que trabalho emenda com a balada (e não necessariamente nessa ordem). Seria a invenção do século no mundinho feminino!
E ainda por cima ela é auto-organizator: organiza-se sozinha, pra não dar aquela bagunça na hora de procurar uma única coisa no meio de tantas outras.

Pois é amiga: seus problemas acabaram!

Texto para o Tudo de Blog .